Lula ultrapassou todos os limites.

No famoso jornal internacional The Washington Post, o petista publicou um artigo opinativo atacando explicitamente Donald Trump.

Lula afirmou que o Brasil não aceitará interferências estrangeiras em suas decisões internas e declarou que “Ninguém nos derrotará com mentiras”.

No texto, Lula defendeu que cabe apenas aos brasileiros definir os rumos do país e ressaltou a importância da soberania nacional diante do cenário internacional.

“O destino do Brasil cabe exclusivamente aos brasileiros determinar — sem interferência estrangeira ou subserviência”, escreveu.

No artigo, Lula também criticou as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ao abordar a primeira rodada de sobretaxas, aplicada no ano anterior, o presidente afirmou que a medida teve “caráter político explícito”, fazendo referência ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Em relação às novas tarifas anunciadas em julho, que variam entre 12,5% e 37,5%, o presidente afirmou que o governo norte-americano desconsiderou as negociações realizadas entre os dois países.

Segundo Lula, Washington “ignorou dezenas de reuniões entre nossas equipes, argumentos técnicos sólidos e documentos que entreguei pessoalmente ao presidente Trump”.

O presidente brasileiro também sustentou que as novas taxas poderão provocar impactos negativos para empresas e consumidores dos Estados Unidos, além de estimular o Brasil a ampliar suas relações comerciais com outros mercados.

Ao responder às justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a adoção das tarifas, Lula defendeu o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

“Nosso sistema de pagamentos, o Pix, não discrimina empresas dos EUA e é uma referência internacional em infraestrutura pública digital”, reforçou Lula.

Lula ainda criticou o que classificou como tentativas de utilizar a relação bilateral para objetivos políticos e eleitorais.

“Tentativas de impor restrições ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não prosperarão. Nunca antes um secretário de Estado dos EUA declarou que o Brasil não é amigo dos Estados Unidos”, acrescentou o presidente brasileiro, frisando: “Ninguém nos derrotará com mentiras”.

Ao concluir o artigo, Lula reiterou que o Brasil permanece disposto ao diálogo e às negociações internacionais, desde que sejam respeitados os princípios da soberania nacional e da reciprocidade entre os países.

By Jornal da Direita Online

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