
A Polícia Federal voltou a concluir que não há elementos que comprovem interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação. Trata-se da segunda vez que a instituição chega ao mesmo entendimento, agora após uma nova revisão realizada na atual gestão, conforme informações divulgadas pelo jornal Estadão.
A reanálise foi feita por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a reabertura do inquérito diante de novos questionamentos apresentados ao processo. Mesmo com a revisão dos dados já coletados anteriormente, os investigadores não identificaram indícios suficientes para sustentar eventual responsabilização criminal.
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Em manifestação oficial, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo afirmou que as diligências realizadas à época dos fatos não revelaram informações capazes de justificar imputações penais. A posição reforça o entendimento já consolidado anteriormente pela própria corporação.
A apuração teve início em 2020, após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que alegou ter sofrido pressão para promover mudanças na direção da PF. Em 2022, a Polícia Federal já havia concluído pela inexistência de ingerência, encaminhando o caso para arquivamento, com apoio do então procurador-geral da República Augusto Aras.
Mesmo após a mudança de governo, o entendimento foi mantido. A reabertura do caso, autorizada após pedido do atual procurador-geral Paulo Gonet, não alterou as conclusões iniciais. A análise incluiu mensagens trocadas com Moro e questões relacionadas à exoneração de Maurício Valeixo, mas, ainda assim, não foram encontradas provas que confirmassem interferência indevida.
