
Uma bomba contábil acaba de explodir no governo Lula. Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades de R$ 4,3 bilhões no Ministério da Educação, referentes ao exercício de 2024. O levantamento revela uma série de inconsistências graves na gestão patrimonial e financeira, comprometendo a transparência e a credibilidade das contas públicas do setor educacional.
Entre os pontos mais alarmantes está a diferença de R$ 3,3 bilhões entre os registros do Sistema Siafi e os controles internos das universidades e institutos federais. Ou seja, os dados oficiais não batem com a realidade dos bens móveis declarados pelas próprias instituições, levantando suspeitas sobre a real destinação de recursos e materiais.
A CGU também identificou uma distorção de R$ 1 bilhão na apuração da depreciação dos bens, o que impacta diretamente o balanço patrimonial. O documento afirma que essas falhas limitam a transparência pública e comprometem a utilidade dos relatórios contábeis — essenciais para o acompanhamento da situação real do patrimônio público.
Outro dado escandaloso diz respeito às provisões de longo prazo, que saltaram de R$ 1,2 bilhão para absurdos R$ 109 bilhões em apenas um ano. O relatório destaca que a nota explicativa sobre esses valores não cumpre a legislação vigente, omitindo informações básicas como prazos, reversões e detalhamento de uso dos recursos.
A gestão dos Termos de Execução Descentralizada (TEDs) também é um desastre: até janeiro de 2025, havia 2.190 TEDs sem prestação de contas, totalizando R$ 3,8 bilhões parados ou mal justificados. A CGU cobra ações urgentes para corrigir o problema e já enviou o documento ao Tribunal de Contas da União (TCU), que deve julgar a responsabilidade dos gestores envolvidos.