
Segundo o Portal Cláudio Dantas, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques se reuniram com Edson Fachin para denunciar o que classificaram como “perseguição inadmissível” por parte da Polícia Federal comandada por Andrei Rodrigues. O ponto central é que os dois ministros teriam aparecido em um dossiê utilizado por Alexandre de Moraes e, segundo a reportagem, receberam recados indiretos de que suas vidas e as de seus filhos, que atuam como advogados, poderiam ser devassadas caso apoiassem Mendonça.
A reportagem afirma ainda que Fux e Nunes Marques suspeitam que informações sobre os escritórios de seus filhos tenham sido abastecidas por uma suposta estrutura paralela dentro da PF. No caso de Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, Dantas cita uma reportagem publicada em janeiro sobre o crescimento do número de ações do escritório depois que o pai chegou ao STF. No caso de Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, a reportagem menciona matérias sobre o escritório e clientes ligados ao grupo Master. Essas conexões são apresentadas por Dantas como suspeitas dos ministros, não como fatos comprovados.
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Outro ponto forte da reportagem é que Fux e Nunes Marques teriam alertado Fachin de que eles próprios poderiam ter sido alvo de investigações ilegais, assim como outros ministros da Corte. Isso amplia bastante o alcance da denúncia: deixa de ser apenas uma suspeita envolvendo Mendonça e passa a existir, segundo o relato, uma preocupação de que outros integrantes do STF também tenham sido levantados pela estrutura de inteligência da PF.
Dantas também afirma que Mendonça já havia confidenciado a colegas que sabia que estava sendo alvo dessa “devassa”, teria identificado os responsáveis pelo monitoramento e adotado medidas para proteger suas comunicações e seus deslocamentos. A reportagem acrescenta que ele teria deixado o Iter para reduzir novas possibilidades de exposição na imprensa.
Por fim, a reportagem relaciona tudo isso à decisão de Mendonça de afastar Andrei Rodrigues e Leandro Almada, além de determinar uma investigação sobre a chamada “fábrica de dossiês”. O objetivo, segundo o texto, seria descobrir qual era o alcance dessa suposta estrutura, quem participava dela e quem dava as ordens.
Então, a manchete “Fux e Nunes Marques denunciam que foram monitorados” precisa de uma pequena correção para ficar rigorosamente fiel à reportagem: eles suspeitam ter sido alvos de uma estrutura de monitoramento e levaram essa suspeita a Fachin. A reportagem não apresenta uma prova definitiva de que Fux e Nunes Marques tenham sido efetivamente espionados pela PF. O que existe é o relato dos ministros, as referências aos dossiês e a suspeita de uma estrutura paralela que ainda seria objeto de investigação.
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