
decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes (foto) elevou o quórum necessário para impeachment de ministro do STF no Senado no ano passado com o objetivo de proteger a si próprio e a seus colegas na Corte.
De maioria, o quórum mínimo passou para dois terços.
A confissão da manobra aconteceu durante entrevista de Gilmar para a Rádio Bandeirantes nesta sexta, 8.
Uma jornalista perguntou ao magistrado se ele estava preocupado com o fato de que candidatos ao Senado têm prometido apoiar o impeachment de ministros do STF.
“Vai parecer arrogante o que eu vou dizer, mas eu não tenho preocupação com isso. Uma coisa é campanha, outra coisa é o exercício de cargo. Não é fácil instaurar um processo de impeachment contra um ministro do Supremo, até porque precisa de ter razões, e, se houver razões, o processo vai tramitar com a maioria, que nós, inclusive, estabelecemos, deixamos bem claro que tem que ser de dois terços, segundo o critério que vige também para a Presidência da República”, disse Gilmar.
A afirmação evidencia que o juiz tomou uma decisão com o claro objetivo de beneficiar a si próprio e seus aliados no tribunal.
Antes, havia entre eles uma preocupação com o impeachment de ministros do STF. Agora não existe mais.
Chama a atenção também o fato de Gilmar usar a primeira pessoa do plural “nós estabelecemos”, apesar de sua decisão ter sido monocrática. Só ele a assina…
O Antagnista
