
O ministro André Mendonça, do STF, conseguiu abrir o conteúdo integral extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Relator do caso Master, ele já começou a examinar as mensagens do ex-controlador do Banco Master.
No fim de semana, Mendonça e Luiz Fux haviam informado à Polícia Federal que seus gabinetes não haviam conseguido acessar a mídia com a íntegra dos dados do aparelho. Nesta segunda-feira, 21, porém, interlocutores de Mendonça disseram que o impasse técnico foi superado.
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No sábado, os dois ministros oficiaram o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, relatando que não tiveram “acesso efetivo ao material ali contido”. A mídia havia sido entregue à Corte na quinta-feira, elevando para cinco o número de ministros com cópia do conteúdo.
Além de Mendonça e Fux, também receberam e analisam as mensagens Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. O material reúne dados do telefone de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Nos ofícios à PF, Mendonça e Fux pediram “auxílio técnico operacional necessário” e a checagem da “higidez do material especificamente entregue” aos gabinetes. Cogitaram duas hipóteses para o bloqueio inicial: “dificuldades de ordem técnica operacional” ou “algum tipo de defeito contido na mídia entregue”.
A análise ocorre em paralelo à preparação do STF para o julgamento das mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes pouco antes da prisão. O tema começou a ser debatido na semana passada, em sessão plenária marcada por desentendimentos.
A tramitação, no entanto, parou depois que Flávio Dino pediu vista. Pelo regimento, ele tem até 90 dias para devolver o processo ao colegiado, sem data marcada para a retomada.
Outro ponto central da semana no STF foi a hipótese de julgar em conjunto o caso de Moraes e o relatório de inteligência da PF usado para sustentar suposta parcialidade de Mendonça.
O julgamento ligado à Operação Compliance Zero estava previsto para esta semana, mas foi adiado pelo pedido de vista de Dino.
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