
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias, estabeleceu regras específicas para visitas e chamou atenção nos bastidores políticos. O despacho determina que não haverá visitas livres, exceto em situações autorizadas, como atendimentos médicos, encontros com advogados e visitas familiares sob condições definidas.
Entre os familiares autorizados, o ministro citou nominalmente os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, com visitas permitidas às quartas-feiras e sábados, em horários determinados. As regras seguem parâmetros semelhantes aos aplicados em unidades prisionais, com controle de horários e condições previamente fixadas.
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A ausência do nome do deputado Eduardo Bolsonaro no documento gerou repercussão. O parlamentar não foi mencionado entre os autorizados, o que levantou questionamentos no meio político e nas redes sociais. A restrição está relacionada a uma determinação anterior do próprio Moraes, que proibiu o contato entre pai e filho em investigações passadas.
O caso remonta a julho de 2025, quando foi estabelecida a proibição de contato no contexto de apurações sobre uma suposta tentativa de coação ao STF. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) optou por não denunciar o ex-presidente nesse episódio específico, enquanto a situação de Eduardo Bolsonaro seguiu em análise.
Por outro lado, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, não enfrenta restrições, já que reside com o ex-presidente e Michelle Bolsonaro em Brasília. A decisão mantém medidas cautelares já existentes e reforça as condições impostas pela Justiça, mantendo o caso em evidência no cenário político nacional.
