O deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) publicou nesta quinta-feira (15) um vídeo em que reage à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a retirada do ar de postagens que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a suspeitas envolvendo seu filho, conhecido como Lulinha, no caso do INSS.

“O presidente Flávio Bolsonaro não pode dizer a verdade”, afirmou Chiquini, o deputado federal mais votado do Paraná, com 425.399 votos. O vídeo começa com um trecho da sessão no TSE, no qual o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, delimita o que considera aceitável: “Dizer que o filho do candidato é acusado de receber 300 mil de alguém que está sendo investigado por prática criminosa, já antecipo, eu não vejo problema”. Em seguida, ele lê a frase completa da postagem, que menciona “300 mil roubados dos aposentados” colocados “no bolso”.

Por maioria, o tribunal deu 24 horas para a remoção das publicações de Flávio Bolsonaro, de Nikolas Ferreira (PL-MG) e do PL. Kassio, que abriu a divergência, entendeu que o conteúdo associa Lula, de forma indireta, a um possível crime sem base nos fatos. Dias Toffoli e Estela Aranha o acompanharam. O relator, André Mendonça, ficou vencido: para ele, as menções ao INSS têm respaldo em notícias e investigações. A decisão é liminar.

Chiquini argumenta que há tratamento desigual. Segundo ele, Lula pode acusar Flávio de querer acabar com a aposentadoria, a Farmácia Popular e o Bolsa Família — o que classifica como mentira —, enquanto a oposição não pode falar do filho do presidente. “Então eu falo”, declarou. No vídeo, com reportagens na tela, ele afirma que, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Federal, Lulinha recebia mesada do Careca do INSS, além de viagens.

Em depoimento à PF, Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, disse que Lulinha recebeu cerca de R$ 300 mil por mês e algo próximo de R$ 25 milhões. Em dezembro de 2025, uma decisão de Mendonça no STF citou cinco pagamentos de R$ 300 mil, num total de R$ 1,5 milhão, feitos por firmas ligadas ao Careca à empresa de Roberta Luchsinger, lobista e amiga de Lulinha. Em mensagens analisadas pela PF, o destinatário de um dos pagamentos aparece como “o filho do rapaz”.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classifica as acusações como pirotécnicas e improváveis e afirma que elas tentam desgastar a imagem do filho do presidente.

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By Jornal da Direita Online

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