
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contratou o ex-presidente Michel Temer para auxiliá-lo em negociações com investidores dos Emirados Árabes Unidos. A parceria resultou em uma viagem de dois dias a Abu Dhabi na primeira semana de novembro de 2025, onde ambos apresentaram oportunidades de investimento a representantes locais. A iniciativa reforça a ofensiva internacional de Vorcaro para ampliar a captação de recursos e fortalecer a expansão do banco em mercados estratégicos.
Vorcaro já é conhecido por atrair nomes de peso do Executivo e do Judiciário para atuar como consultores e representantes legais em seus empreendimentos. No conselho consultivo do Banco Master, figuraram nomes como Henrique Meirelles, ex-ministro da Economia, e Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF. A presença desses personagens evidencia o alcance político do empresário e o modelo de negócios baseado em influência institucional.
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A incorporação de Michel Temer representa a primeira vez que um ex-presidente da República é oficialmente integrado ao quadro de assessoria de Vorcaro. A decisão chamou atenção nos bastidores, não apenas pelo peso político de Temer, mas também pelo momento delicado vivido pelo Banco Master, alvo de questionamentos sobre governança e operações internas. A estratégia parece mirar credibilidade, visibilidade e novos horizontes financeiros.
A missão em Abu Dhabi teve como objetivo central atrair capital árabe para investimentos dentro do Banco Master. As conversas envolveram fundos soberanos, representantes empresariais e agentes do mercado financeiro, interessados em oportunidades no sistema bancário brasileiro. A presença de Temer serviu como carta diplomática, ampliando portas que dificilmente se abririam sem uma figura de grande projeção internacional.
A aproximação com investidores do Oriente Médio faz parte de uma agenda mais ampla que busca diversificar a base de recursos e internacionalizar a atuação do Banco Master. A iniciativa, porém, levanta questionamentos sobre o peso político envolvido no projeto e a dependência de figuras públicas para alavancar os negócios. Para críticos, a relação estreita entre altos agentes públicos e o banco exige atenção e investigação sobre potenciais conflitos.
