O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou nesta quinta-feira (24) que teve uma conversa extensa com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, para tentar barrar o tarifaço de 50% imposto pelo presidente Donald Trump sobre os produtos brasileiros. A reunião aconteceu no último sábado (19) e, apesar de ser considerada “proveitosa”, não trouxe resultados práticos. Alckmin preferiu não entrar em detalhes sobre o que ouviu do lado americano.

Durante entrevista, o vice-presidente reforçou o discurso do governo petista de que o Brasil “nunca saiu da mesa de negociação” e que deseja um acordo sem “contaminação política ou ideológica”. No entanto, a tentativa de vender serenidade esbarra na realidade dos fatos: a Casa Branca segue irredutível e, até agora, não há qualquer sinal de recuo por parte de Trump, que já avisou que a palavra final é exclusivamente dele.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também tentou contato direto com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mas foi ignorado. Segundo Haddad, nenhum canal oficial está aberto, e todas as tratativas ocorrem apenas entre técnicos, sem poder de decisão. Ou seja, o governo Lula está falando com as paredes, enquanto os Estados Unidos mantêm o foco apenas no que Trump determinar pessoalmente.

A declaração mais preocupante veio do próprio Haddad, ao relatar o que ouviu dos americanos: “A palavra final, independentemente da posição dos técnicos, é do próprio Trump”. Essa fala escancarou o que já era evidente: o Brasil está sem prestígio e sem acesso à cúpula do governo americano, revelando o isolamento diplomático em que o país mergulhou sob a gestão petista.

Apesar de tentarem transmitir uma imagem de normalidade, o desespero é claro no Planalto. Sem diálogo direto com Donald Trump, sem abertura com os departamentos-chave do governo norte-americano e sem apoio do setor produtivo, o PT parece cada vez mais refém da própria incompetência. Enquanto isso, a tarifa segue marcada para entrar em vigor no dia 1º de agosto, colocando a economia nacional em alerta.

Alckmin e Haddad apostaram em conversas paralelas, evitando o caminho político mais direto — falar com quem realmente manda. No fim, o retrato é melancólico: um governo que critica Trump em público, mas implora por atenção nos bastidores, e ainda leva um “não” como resposta.

By Jornal da Direita Online

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