
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu deixar a equipe que colaborava na elaboração do plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
A decisão acontece em meio à crise instalada no campo conservador após os desdobramentos do conflito envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e aliados de Flávio. Segundo informações divulgadas neste domingo (12), Damares afirmou ter sido alvo de ataques de integrantes do próprio grupo político, situação que considerou incompatível com a continuidade de seu trabalho.
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De acordo com a própria senadora, sua participação estava concentrada na construção das propostas para a área de direitos humanos. Ao justificar a saída, Damares afirmou que “já fez o que era preciso neste primeiro momento”, acrescentando que poderá voltar a colaborar em uma eventual fase de transição de governo, caso a candidatura avance.
A decisão representa mais um capítulo da turbulência enfrentada pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro nas últimas semanas. O episódio reforça a percepção de que as divergências internas no campo da direita ultrapassaram as discussões estratégicas e passaram a atingir integrantes diretamente envolvidos na formulação do projeto presidencial.
Apesar do afastamento, Damares evitou fazer ataques pessoais ao senador. Questionada sobre um possível rompimento definitivo, limitou-se a afirmar que Flávio “está correndo”, indicando que não pretende ampliar a crise publicamente.
Nos bastidores, aliados avaliam que a saída de uma das principais lideranças conservadoras da equipe de elaboração do programa de governo aumenta a pressão para que a campanha recupere a unidade do grupo antes do início oficial da corrida eleitoral.
Até o momento, não houve anúncio de substituição para a função exercida por Damares nem manifestação oficial da coordenação da pré-campanha sobre mudanças na equipe responsável pelo plano de governo.
