
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pistola apreendida pela Polícia do Distrito Federal pertence a ele.
Em petição enviada ao STF, os advogados explicaram que membros da equipe de segurança retiraram o percussor da arma — peça essencial para o disparo — sem o conhecimento prévio de Bolsonaro. A medida teria sido preventiva, motivada pelo uso de medicamentos psiquiátricos que podem afetar a cognição do ex-presidente.
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Segundo a defesa, Bolsonaro percebeu recentemente uma falha ao manusear o ferrolho da pistola.Sem conseguir identificar o defeito, ele entregou a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para verificação técnica e eventual reparo.
Os advogados enfatizaram que a transferência teve exclusivamente o objetivo de manutenção, sem qualquer outra finalidade.
Eles também argumentaram que, apesar da condenação no processo da suposta trama golpista, não houve determinação judicial para a entrega das armas ou o cancelamento dos registros.
“O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular. De todo modo, teria prontamente entregue o armamento caso houvesse determinação nesse sentido”, afirmaram.
A defesa informou ainda que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto permanecer em prisão domiciliar. O armamento segue sob custódia da Polícia do Distrito Federal, que investiga o caso.
O episódio começou na madrugada de segunda-feira (15), quando policiais abordaram um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz. A pistola foi encontrada com o sargento Estácio Leite, que disse estar transportando o armamento para manutenção.
Diante dos fatos, Moraes determinou que a defesa apresentasse esclarecimentos, inclusive questionando o momento escolhido para o conserto, próximo da revisão da prisão domiciliar de Bolsonaro.
