
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou voto favorável ao recebimento da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Se a maioria da Primeira Turma seguir o entendimento, o parlamentar será transformado em réu, aprofundando o cerco jurídico que pesa sobre a família Bolsonaro e seus aliados. O caso gira em torno da acusação de que Eduardo teria atuado no exterior para pressionar decisões envolvendo o processo que condenou Jair Bolsonaro.
Segundo a denúncia, Eduardo teria buscado influenciar autoridades internacionais para dificultar o julgamento que resultou na absurda condenação de 27 anos e três meses ao ex-presidente. Para a PGR, isso configuraria o crime de coação no curso do processo, ainda que não haja demonstração de que o deputado possuísse poder real para concretizar qualquer medida no exterior. A abertura do caso reforça a ofensiva institucional contra figuras da direita que continuam firmes em suas posições.
Nas redes sociais, Eduardo reagiu com veemência. Classificou o movimento como “caça às bruxas”, apontando que o sistema estaria se reorganizando para eliminar adversários políticos — especialmente nomes fortes que podem disputar espaços relevantes em 2026. O parlamentar lembrou ainda que jamais foi citado oficialmente, tomando conhecimento do caso apenas pela imprensa, o que expõe mais uma irregularidade nesse processo já cheio de controvérsia
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O deputado também questionou por que Moraes não utilizou canais formais de cooperação com os EUA, já que a acusação gira justamente em torno de supostos atos praticados no país. Para Eduardo, a interpretação da PGR é frágil, política e destinada a intimidar qualquer figura anti-establishment que ameace a atual estrutura de poder. A denúncia, segundo ele, abre espaço para que outros opositores sofram ataques semelhantes.
O julgamento seguirá até o dia 25 de novembro, quando os demais ministros poderão registrar seus votos na plataforma virtual. Caso a denúncia seja aceita, o processo entra em fase de instrução, aprofundando ainda mais o enfrentamento entre o STF e a direita brasileira. O episódio é visto por muitos como mais um passo na escalada contra a liberdade política e no uso seletivo do sistema judicial contra adversários do governo federal.
