
A organização internacional Transparência Internacional reagiu com fortes críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de determinar que a Polícia Federal interrogasse o presidente da Unafisco, Kleber Cabral. A entidade classificou a medida como um gesto de “autoritarismo estarrecedor” e afirmou que o episódio levanta preocupações sobre o ambiente institucional e democrático no país. A convocação ocorreu após declarações públicas do líder sindical em defesa de auditores fiscais investigados por suposto vazamento de dados.
Segundo a Transparência Internacional, a decisão teria relação direta com críticas feitas por Cabral à operação contra servidores da Receita Federal. Para a organização, o depoimento determinado pelo ministro pode ser interpretado como um ato de intimidação contra um representante sindical. A ONG afirmou que o episódio representa um sinal preocupante sobre o funcionamento das instituições e destacou que o caso envolve temas sensíveis ligados à transparência e ao controle estatal.
- Malu Gaspar não se intimida e manda duro recado para Moraes (veja o vídeo)
- Transparência critica ‘autoritarismo estarrecedor’ de Alexandre de Moraes
- Atitude de Mendonça surpreende jornalistas da CNN; entenda
- Mendonça manda Alcolumbre entregar dados de Vorcaro à CPI
- Lula fala em “traição altíssima” e sinaliza ruptura definitiva
A operação que motivou as críticas foi autorizada no âmbito de um inquérito conduzido pelo Supremo, relacionado ao vazamento de dados fiscais envolvendo ministros da Corte e familiares. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra servidores públicos e determinou medidas cautelares, incluindo afastamento de funções, retenção de passaportes e restrições de deslocamento. A investigação envolve acessos considerados indevidos a sistemas da Receita Federal.
O caso ocorre em paralelo às investigações relacionadas ao Banco Master, que ampliaram a atenção sobre possíveis conexões entre o sistema financeiro e decisões institucionais. O processo passou por mudanças recentes, incluindo a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria e a designação do ministro André Mendonça como novo responsável pelo caso. A condução das apurações segue sob acompanhamento de diferentes órgãos e permanece em andamento.
