
A disputa pelo comando do Senado começou praticamente no encerramento do primeiro turno, com o anúncio dos senadores eleitos. Pela direita, o nome mais citado é o do senador Rogério Marinho (PL). Ele teve atuação destacada na eleição de senadores de vários partidos no primeiro turno.
Tereza Cristina (PP) é outro nome cogitado. Ela tem histórico ligado ao agronegócio, mas enfrenta dificuldades para reunir apoio além de parte da bancada do Progressistas. Ainda assim, é considerada uma candidata relevante no campo da direita.
A soma atual favorece ambos. Se formassem uma chapa, Marinho e Tereza Cristina teriam juntos, no mínimo, 48 votos — sete além dos 41 necessários para garantir a vitória. Davi Alcolumbre (União Brasil), por sua vez, conta com o PT, o PSB, o PDT e parte dos aliados de Lula no Senado. A soma é insuficiente para enfrentar o bloco oposicionista. São apenas 33 os nomes que, até aqui, poderiam apoiar a reeleição do atual presidente do Senado, e esse número ainda pode diminuir.
O Republicanos, de Hamilton Mourão e Damares Alves, pode ser decisivo. Também pesa nessa equação o peso político do governo de São Paulo, capaz de influenciar a disputa em favor do bloco oposicionista.
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