A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17), quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação faz parte de uma investigação que apura o suposto vazamento de dados fiscais sigilosos de ministros da Corte e seus familiares, episódio que elevou a tensão institucional em Brasília. A ação foi autorizada após representação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR), indicando que o caso atingiu um nível considerado sensível pelas autoridades.

Além das buscas, o STF determinou medidas cautelares rigorosas contra os investigados, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país. Essas medidas indicam que o Judiciário busca restringir qualquer risco de interferência nas investigações em andamento. A decisão reforça o caráter delicado do caso, que envolve o possível acesso e divulgação indevida de informações protegidas por sigilo fiscal.

O inquérito foi aberto em janeiro pelo ministro Alexandre de Moraes, com o objetivo de apurar se houve acesso irregular a dados mantidos pela Receita Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O episódio ganhou força após revelações relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master e possíveis conexões com figuras relevantes do cenário jurídico e político nacional. O caso rapidamente se transformou em um dos mais sensíveis dentro do ambiente institucional brasileiro.

O contrato firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o Banco Master também entrou no radar das discussões públicas. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões durante três anos, podendo alcançar o valor total de R$ 129 milhões. A revelação desse contrato ampliou os questionamentos e contribuiu para o aumento da pressão por esclarecimentos sobre eventuais conexões entre as investigações e os vazamentos de dados fiscais.

Dentro do próprio Supremo, há divergências sobre o alcance e o impacto da investigação. Enquanto parte dos ministros defende a apuração completa para identificar eventuais responsabilidades, outra ala avalia que o inquérito pode gerar consequências institucionais mais amplas. O caso segue em andamento, e os próximos desdobramentos deverão definir o rumo das investigações e suas possíveis implicações no cenário político e jurídico nacional.

By Jornal da Direita Online

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