
A fraude no registro de entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos envolve quatro funcionários do serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e três representantes brasileiros. A informação consta da documentação tornada pública pelo juiz Gregory A. Presnell, responsável pelo caso.
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Sobre o assunto, o jornalista Claudio Dantas apurou o seguinte:
“Ao menos dois dos três brasileiros são delegados da Polícia Federal. Um deles esteve lotado no National Target Center (NTC), junto ao CBP, e mantinha contato direto com os agentes do ICE.
Embora esses nomes ainda não sejam formalmente conhecidos, fontes ligadas ao processo suspeitam dos delegados Adriano Camargo e Marcelo Ivo, este último banido dos EUA após monitoramento ilegal de Alexandre Ramagem em solo americano.
No Brasil, a rede de servidores conectados ao caso envolveria ainda, segundo esses relatos, o delegado Fábio Shor, então responsável pelo inquérito que levou à prisão de Martins, e os delegados Marco Bontempo e Luiz Eduardo Navajas Telles Pereira, ambos associados à tramitação das informações e ofícios internacionais que reproduziram a informação migratória.
Presnell já indicou que pretende tornar públicos os nomes nas próximas semanas. Com a confirmação oficial da fraude, a defesa de Filipe Martins pedirá a revisão criminal do caso e a extinção da pena.”
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