
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas quer “dar liberdade ao trabalhador”. A declaração ocorreu no dia em que o Senado vota a proposta.
Segundo Sóstenes, quem quiser pode continuar na CLT, com a jornada que será reduzida para 40 horas. Quem preferir o regime de “hora trabalhada, hora recebida”, para fazer “só um bico”, também poderia escolher. “Você tem essa liberdade”, afirmou.
O deputado criticou o PT: “Então, nós queremos é modernizar, nós queremos olhar para frente, porque o PT ficou no passado.” Ele também rejeitou o “discurso de que empregador é contra trabalhador”. Para ele, um precisa do outro, e o trabalhador é “a parte frágil da história”.
Segundo informações, o PL liberou seus senadores na votação. O candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro, declarou que votaria a favor da proposta. No plano de governo, Flávio defende a “jornada flexível”, em que o trabalhador negocia o horário diretamente com o empregador.
Para ser aprovada, a PEC precisa de 49 dos 81 votos no Senado, em dois turnos.
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