
Uma bomba acaba de surgir.
Segundo informações, o advogado-geral da União, Jorge Messias, confrontou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante uma reunião no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 4.
Messias questionou diretamente o chefe da PF:
“Você está me espionando?”
Em seguida, perguntou:
“É verdade que estão monitorando o meu telefone?”
Rodrigues negou categoricamente que Messias estivesse sendo monitorado pela PF. Messias, entretanto, permaneceu desconfiado e advertiu que Andrei Rodrigues poderia ser responsabilizado formalmente por suas ações.
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Quatro dias depois, em 8 de setembro, André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. Na decisão, o ministro apontou a existência de um suposto “monitoramento sistemático” e “ilícito” contra ele próprio e Jorge Messias.
O afastamento de Andrei Rodrigues, determinado em 8 de setembro, provocou outro desentendimento entre ele e Jorge Messias. A Advocacia-Geral da União apresentou recurso contra a decisão de Mendonça, mas o diretor-geral da PF não havia autorizado que a instituição atuasse em seu nome.
Segundo relatos de interlocutores da AGU e da Polícia Federal, Rodrigues telefonou para Messias e foi direto:
“Você está proibido de recorrer em meu nome”.
A declaração teria sido acompanhada de críticas à atuação do advogado-geral.
Messias respondeu:
“Eu vou recorrer em nome do presidente da República”.
Na mesma conversa, o ministro negou ter qualquer responsabilidade pela decisão que havia determinado o afastamento de Rodrigues. Messias afirmou ainda:
“Se eu tivesse de fazer alguma coisa com você, eu teria mandado te prender. Então, se não foi preso, não fui eu”.
Depois do episódio, Andrei Rodrigues decidiu não utilizar a assistência jurídica da AGU, contratou uma advogada particular e apresentou uma ação ao ministro Flávio Dino. O pedido foi acolhido, e o diretor-geral acabou reintegrado ao cargo em menos de 24 horas.
Jornal da cidade
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