
O governo do presidente Donald Trump estaria analisando novamente a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal. Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, três fontes independentes confirmaram que o tema foi discutido internamente na administração norte-americana nas últimas semanas. A possível medida teria como base a chamada Lei Magnitsky, instrumento legal utilizado pelos Estados Unidos para punir autoridades acusadas de violações de direitos ou práticas consideradas abusivas.
As tensões entre Moraes e autoridades americanas não são recentes. Em julho de 2025, os Estados Unidos já haviam aplicado sanções contra o ministro, criando restrições para que ele realizasse negócios ou utilizasse serviços de empresas norte-americanas. Na ocasião, as medidas também alcançaram Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, além do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, escritório ligado à advogada. Essas restrições foram posteriormente suspensas em dezembro de 2025.
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O monitoramento da atuação de Moraes dentro do governo americano estaria sendo conduzido por Darren Beattie, assessor sênior do United States Department of State responsável por assuntos relacionados ao Brasil. Beattie assumiu formalmente o cargo em fevereiro de 2026, mas já influenciava a política externa do governo Trump voltada ao Brasil desde o início do atual mandato presidencial.
Na última terça-feira (10), Moraes autorizou que Beattie realize uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na unidade conhecida como Papudinha, localizada dentro do presídio da Papuda, em Brasília. O assessor americano também deverá se reunir com políticos da oposição durante sua passagem pela capital federal.
Um dos episódios que aumentaram o atrito entre Moraes e integrantes do governo norte-americano ocorreu em agosto de 2025, quando o ministro determinou a suspensão da plataforma X no Brasil, rede social pertencente ao empresário Elon Musk. A restrição durou 39 dias e foi revertida após o pagamento de multas que totalizaram R$ 26,8 milhões.
Outro fator citado por integrantes do governo americano é a visão defendida por Moraes sobre a regulação das redes sociais. O ministro é autor do livro “Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista”, lançado em 2024, no qual defende mecanismos de responsabilização das plataformas digitais durante períodos eleitorais para combater o que define como manipulação informacional.
