
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de determinar medidas contra servidores da Receita Federal acusados de acessar dados sigilosos de parentes de ministros gerou forte repercussão interna na própria Corte. Segundo relatos divulgados pela jornalista Malu Gaspar, a iniciativa foi recebida com desconforto por integrantes do Supremo, especialmente entre aqueles que não mantêm alinhamento direto com o magistrado.
De acordo com ministros ouvidos sob reserva, a ação foi considerada por alguns como “absurda”, com menções inclusive à possibilidade de abuso de autoridade. O que mais chamou atenção, segundo os relatos, foi o fato de Moraes não ter comunicado previamente os demais ministros sobre a suspeita de acessos indevidos aos dados fiscais. Um dos magistrados teria levado sua insatisfação diretamente ao presidente do STF, Edson Fachin, demonstrando o nível de tensão interna provocado pelo episódio.
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Outro ponto que gerou questionamentos foi a abrangência da medida solicitada por Moraes. O ministro determinou que a Receita Federal verificasse possíveis acessos ilegais envolvendo dados de cerca de 100 pessoas, incluindo familiares de integrantes da Corte. Internamente, essa amplitude foi interpretada por alguns ministros como uma possível “fishing expedition”, expressão usada no meio jurídico para descrever buscas amplas e genéricas em busca de provas, sem um alvo claramente definido.
Esse tipo de procedimento, conforme apontado nos bastidores, é historicamente alvo de críticas no próprio Judiciário brasileiro. A preocupação manifestada por integrantes do Supremo reflete o temor de que medidas com alcance tão amplo possam gerar questionamentos institucionais e ampliar o clima de tensão dentro da Corte. O episódio reforça o ambiente de cautela e vigilância que tem marcado o tribunal diante das recentes investigações envolvendo autoridades e seus familiares.
