
A frase é o subtítulo da reportagem “Golpe em gestação”, de Cristyan Costa, na edição 343 da Revista Oeste, publicada nesta sexta-feira (2).
Três ministros do Supremo, ouvidos sem nome, disseram à revista que uma ala da Corte prepara condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração. Se Flávio Bolsonaro vencer Lula, a batalha seguinte, na avaliação deles, pode ser pela legitimidade do resultado. Um dos ministros falou em “criar clima para isso”.
Leia Mais
O núcleo apontado pelas fontes é a suspeita de interferência estrangeira. Em 23 de setembro o PT pediu a Flávio Dino investigação sobre possível atuação do governo Trump em favor de Flávio. A reportagem lembra que, em junho, no Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do STF de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
Em 19 de setembro, no X, ele escreveu que o risco mais grave é a “politização da Justiça Eleitoral” e que o Supremo continuará como “instância de supervisão”, intervindo quando considerar necessário. Os três ministros não afirmam que exista decisão tomada para impedir a posse. Afirmam que argumentos, precedentes e vias processuais estão sendo construídos para o caso de derrota de Lula.
Siga nossas redes sociais e fique por dentro das principais notícias, análises e conteúdos exclusivos.
