
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a chamar Lula de “ladrão” e também o acusou de armar “golpes sujos” contra ele em entrevista à revista francesa Le Point.
Na publicação desta semana, o argentino foi questionado sobre a “guerra de palavras intensa com Lula”. Respondeu que o petista saiu da prisão graças a uma articulação de um “juiz cúmplice”.
Afirmou ter esperança de que o “amigo” Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial de 4 de outubro “para realizar as reformas liberais necessárias”.
Milei também acusou o brasileiro de enviar especialistas em comunicação e psicólogos a Buenos Aires durante a campanha presidencial de 2023.
A acusação se refere a uma equipe de 20 publicitários brasileiros que trabalhou na campanha de Sergio Massa, candidato do então presidente kirchnerista Alberto Fernández. O grupo era ligado a Sidônio Palmeira, atual ministro-chefe da Secretaria de Comunicação.
Na época, Sidônio teria sido sondado por Lula para atuar com Massa, mas recusou o convite e enviou emissários.
A campanha de Massa já estava em curso, e os brasileiros se juntaram à equipe argentina em estratégias de comunicação e marketing.
O grupo tinha como linha explorar propostas polêmicas de Milei e tirar o foco dos problemas econômicos do país.
Milei ainda defendeu o decreto assinado por ele que prevê veto e expulsão de estrangeiros por ataques à Argentina, dizendo que agitadores “disfarçados de jornalistas, fotógrafos, professores universitários ou estudantes” já deixaram o país.
A Le Point também perguntou a Milei se a ascensão da direita na América Latina — com as eleições de José Antonio Kast no Chile e de Abelardo de la Espriella na Colômbia — seria um novo eixo liberal e conservador no continente ou uma onda eleitoral passageira.
“Isso reflete o enorme descontentamento do povo latino-americano com o socialismo do século XXI”, disse. “A Argentina demonstra que a liberdade funciona”.
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