
O presidente da Argentina, Javier Milei, falou sem rodeios e criticou com dureza a Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira, 23, na Assembleia Geral da ONU.
“(A ONU) se transformou em uma organização inútil que só serve para alimentar uma casta de parasitas arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados”, afirmou.
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“Quem deveria garantir a segurança coletiva e os direitos humanos (…), em seu lugar, permitiu o caos, a violência e o terrorismo internacional.”
O argentino, que tirou o país da Organização Mundial da Saúde, também acusou a entidade de ter promovido, na pandemia, um “experimento global de controle social disfarçado de ciência”, ao recomendar quarentena.
E afirmou que a disputa pelas Malvinas ilustra a inação da ONU, que já aprovou resolução sobre o tema. A comitiva do Reino Unido não reagiu.
“As Malvinas não são apenas uma questão entre a Argentina e o Reino Unido, mas também coloca a questão sobre a capacidade desta organização de fazer valer suas próprias resoluções”, disse. “De que adianta uma resolução se, durante décadas, a contraparte pode agir em sentido contrário?”
Diante do que chamou de omissão, Milei afirmou que o governo “vai tomar providências” sobre a disputa.
“Hoje venho dizer a vocês que a Argentina não vai se sentar e esperar que a ONU e a comunidade internacional estejam à altura de seu próprio mandato. Vamos tomar providências nesse assunto”, declarou.
“Fizemos também uma escolha geopolítica. Nos alinhamos sem ambiguidades ao Ocidente. Nos alinhamos com os Estados Unidos e com Israel, países com os quais compartilhamos uma profunda afinidade de valores e uma complementaridade estratégica.”
Assista:
Nos Estados Unidos, o presidente argentino Javier Milei também falou com dureza sobre o Brasil.
O repórter Sam Pancher perguntou se Milei espera que o Brasil ingresse no Escudo das Américas caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
Milei respondeu que a decisão é do país, mas que espera uma mudança no Brasil e alertou a população sobre um “curso socialista decadente”.
Assista:
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