
O ministro André Mendonça pediu à Polícia Federal a “íntegra de todas as mensagens e interações existentes” do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes de sua “suposta rede de influência”. Foi esta decisão do magistrado que levou a corporação a enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório em que cita os contatos encontrados pela PF entre o ministro Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master.
Na mesma ordem judicial, Mendonça reafirmou a necessidade de os investigadores respeitarem a “compartimentação” dos elementos que constam no inquérito sobre o caso.
Em outras palavras, o magistrado vetou à direção da corporação o acesso aos autos do caso, o que foi lido nos bastidores como um recado ao chefe da polícia, Andrei Rodrigues, em um momento em que ambos vivem uma crise por divergências na condução dos inquéritos do INSS e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
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No terceiro parágrafo do relatório de 218 páginas, a polícia informa que se trata de uma determinação de Mendonça.
“Em cumprimento à requisição de informações exarada pelo Exmo. Sr. Ministro Relator nos autos da PET nº 15.556, apresentam-se informações acerca do atual estágio das investigações relacionadas à denominada Operação Compliance Zero, especialmente no que se refere à identificação dos integrantes da suposta rede de influência e monitoramento gerenciada por DANIEL BUENO VORCARO”.
Na sequência, o documento informa que “as informações apresentadas contemplam a identificação das pessoas que participaram e foram mencionadas nas mensagens reproduzidas”. Também diz que há menções a autoridades com foro por prerrogativa que só podem ser investigadas mediante autorização do plenário do STF.
Depois disso, menciona que as mensagens de Vorcaro teriam sido enviadas a Moraes. “O próximo passo foi identificar os usuários atribuídos aos respectivos terminais telefônicos citados. Em pesquisa nos dados extraídos do aparelho celular de DANIEL BUENO VORCARO, foi possível esclarecer que o terminal (5561 ********) está atribuído ao contato salvo como ‘Alexandre de Moraes BRASILIA’”.
CNN
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