
A intervenção da Advocacia-Geral da União (AGU), controlada pelo governo Lula, no processo movido contra Alexandre de Moraes nos Estados Unidos pode acabar se voltando contra o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal e até contra o Estado brasileiro.
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Acusado por Rumble e Trump Media de praticar censura ilegal e de tentar impor decisões judiciais brasileiras em território americano, Moraes não apresentou defesa no prazo determinado pela Justiça federal da Flórida. Diante disso, as empresas pediram que ele fosse julgado à revelia.
Nesta terça-feira (23), a Justiça dos EUA autorizou a participação formal do governo brasileiro na ação.
Embora a decisão possa parecer uma “vitória” para Moraes — que evita ser declarado revel —, ela traz um risco significativo: ao aceitar a intervenção, o Brasil assume perante uma corte americana que as ordens de censura não foram atos isolados de um juiz, mas ações oficiais do próprio Estado brasileiro. Um precedente perigoso e de alto custo estratégico.
