
O humorista Léo Lins, condenado a oito anos e três meses de prisão por declarações feitas em um show de stand-up, se pronunciou sobre a polêmica envolvendo a filha do empresário Roberto Justus e o professor aposentado da UFRJ, Marcos Dantas. Lins ironizou o caso e criticou o duplo padrão de julgamento no Brasil: “Ainda bem que foi só a opinião de um professor em rede social e não uma piada num palco, senão era cadeia”, escreveu ele nas redes.
A polêmica surgiu após a pequena Vicky, filha de Justus com Ana Paula Siebert, aparecer nas redes sociais com uma bolsa de grife avaliada em R$ 14 mil. O fato revoltou militantes de esquerda e levou o professor a comentar “só guilhotina” em uma publicação, gerando grande revolta. Léo Lins fez questão de mostrar o absurdo: um comentário com apologia à violência contra uma criança é tratado como opinião, enquanto ele, por uma piada, foi condenado como criminoso.
O caso escancarou uma realidade preocupante: dois pesos, duas medidas. Enquanto militantes progressistas têm liberdade para pregar discurso de ódio sob a máscara da “luta de classes”, humoristas, conservadores e qualquer um que fuja da cartilha ideológica da esquerda são alvos de perseguição judicial e censura disfarçada. A crítica de Lins vai direto ao ponto: há uma clara seletividade na aplicação da lei.
Roberto Justus e Ana Paula Siebert repudiaram publicamente os ataques e anunciaram que tomarão providências jurídicas contra os autores das ofensas. A defesa reforçou que nenhuma forma de violência verbal, ainda mais contra uma criança, pode ser tolerada. Mas até agora, nenhuma ação concreta foi tomada contra o professor — o que só confirma o que muitos já sabem: a Justiça virou um palco de militância seletiva no Brasil.