
ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), criticou neste sábado, 28, a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de seu irmão Eduardo no CPAC, considerado o maior evento conservador nos Estados Unidos.
Em publicação no X, ela os chamou de “vendilhões da pátria”.
“Os vendilhões da pátria não tomam jeito. Flavio Bolsonaro e seu irmão Eduardo, foragido da Justiça, estavam neste sábado nos EUA fazendo juras de subserviência a Donald Trump e espalhando mentiras sobre o Brasil. Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros. Imaginam que o povo brasileiro esqueceu que essa família levou o país para o Mapa Fome, destruiu nossa economia e é responsável pela morte de centenas de milhares de vítimas da Covid. E que conspiraram com os EUA para impor o tarifaço contra nosso país. Tal pai, tal filho: o negócio deles é mentir e desafiar a democracia e a Justiça”, escreveu Gleisi.
Discurso de Flávio no CPAC
Em seu discurso no CPAC, Flávio Bolsonaro pediu que os Estados Unidos “monitorem a liberdade de expressão” no Brasil. Ele também solicitou pressão diplomática para garantir “eleições justas” em outubro, quando pretende disputar a Presidência.
O senador também acusou o ex-presidente americano Joe Biden de interferência na eleição de 2022, vencida por Lula (PT), por meio de recursos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Segundo Flávio, a vitória de Lula teria causado “outra crise econômica devastadora, uma crise de segurança pública com expansão enorme de cartéis narcoterroristas, e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até membros da própria família do Lula”.
O senador disse não querer interferência estrangeira nas eleições brasileiras “como o governo Biden fez para trazer Lula ao poder”, mas pediu que os EUA e outros países “observem a eleição do Brasil com enorme atenção”.
O Antagonista
