Moraes parece ter cometido seu maior erro estratégico até aqui.

Primeiro, usou o Inquérito das “Fake News” contra um colega de Corte cujo grave “pecado” foi seguir os indícios dos seus contatos impróprios com Vorcaro, para dizer o mínimo. O banqueiro pedia, por mensagem, que ele “revertesse” as investigações junto a “Paulo e Andrei”, entre outras coisas. Está tudo no celular apreendido.

Segundo, baseou o ataque num relatório apócrifo de “inteligência” da PF: sem data, sem identificação dos analistas, classificado pela própria PF como “documento de trabalho, sem valor probatório”, e com sinais de redação por IA. Sabe-se lá produzido por quem, e a mando de quem.

Nem os aliados conseguiram defender a jogada. Fachin retirou o pedido do inquérito das “Fake News” e o despachou para o mesmo procedimento que apura a relação de Moraes com o banqueiro.

Em vez de explicar as mensagens e as conclusões que elas impõem, resolveu atacar quem as apresentou. O caráter autoritário e o uso da caneta em benefício próprio ficaram escancarados.

Leandro Ruschel.

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By Jornal da Direita Online

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