
O ministro Gilmar Mendes propôs ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que delegados da Polícia Federal sejam proibidos de atuar nos gabinetes dos magistrados no tribunal.
Com isso, os dois delegados que atuam no gabinete do ministro André Mendonça teriam que deixar suas funções.
Hoje, seis delegados da PF estão cedidos ao Supremo: dois trabalham com Mendonça nos casos Master e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), dois com Moraes, um no gabinete do ministro Luiz Fux e mais um que atua na área de segurança.
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Essa medida possivelmente iria prejudicar enormemente o trabalho do ministro André Mendonça.
Gilmar teria afirmado que delegados da PF que atuam junto a ministros do STF podem acabar interferindo na condução das investigações, com o objetivo de galgar novas posições na categoria ou obter algum benefício político.
Estranhamente, durante todos esses anos em que o ministro Alexandre de Moraes comandou o famigerado Inquérito das Fake News, delegados da PF que atuaram em seu gabinete foram acusados de inúmeros abusos, mas Gilmar nunca se insurgiu contra isso.
Fica uma estranha sensação de que o problema é o ministro André Mendonça.
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