
A ministra Cármen Lúcia é considerada peça-chave na definição do resultado do julgamento que vai decidir sobre a abertura de um inquérito para investigar a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Cármen Lúcia tem dito que vai “fazer a coisa certa” e que não vai ceder a pressões. Ela passou o final de semana estudando o processo e construindo um argumento técnico para justificar seu voto.
No mapeamento dos ministros, Cármen aparece como fiel da balança.
Por essa conta, os votos a favor da abertura de uma investigação seriam do próprio André Mendonça, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Do lado de Moraes ficariam Cristiano Zanin, Flavio Dino e Gilmar Mendes. Nesse contexto, o voto de Cármen poderia fazer a diferença.
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Na avaliação dos aliados de Moraes e Mendonça, ela seria mais suscetível à pressão da opinião pública.
Daí porque, ao longo da semana passada, o grupo de Moraes desencadeou uma ofensiva para impedir que a sessão do plenário fosse aberta e com transmissão pública, mas não conseguiram convencer Edson Fachin e agora pretendem levantar essa questão de ordem com a sessão já aberta. Na avaliação deles, seria mais fácil fazer a ministra apoiar Moraes se a sessão for fechada ao público.
Entretanto, num claro sinal de como deve votar, Cármen Lúcia indicou tanto ao presidente do STF como a alguns colegas que não aprova sessão fechada.
Jornal da cidade
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