
O mercado financeiro já sente os efeitos da tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre o Brasil, anunciada por Donald Trump. Nesta quarta-feira, os juros futuros iniciaram tendência de alta e o dólar ultrapassou R$ 5,50, refletindo pressão cambial após o anúncio. A medida impacta desde exportadores até investidores.
O DI para janeiro de 2026 oscilou acima de 14,9%, enquanto os contratos longos — jan/27, jan/28 e jan/29 — também recuaram em patamares elevados. Analistas apontam que esse aumento nos juros futuros reflete aversão ao risco e expectativa de custo maior para os tomadores de crédito interno, dificultando investimentos e retomada econômica.
O dólar futuro para agosto chegou a R$ 5,63, e o dólar à vista fechou em R$ 5,50, maior valor desde 25 de junho. Especialistas alertam que esse salto no câmbio deve pressionar a inflação e encarecer ainda mais os produtos importados, complicando a política de controle de preços do governo.
A combinação entre política protecionista de Trump e reação dos mercados nacionais destaca o risco de escalada na guerra comercial. O Brasil agora enfrenta não apenas um impacto direto nas exportações, mas também um cenário de aumento de custos internos e incerteza econômica prolongada.