
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu designar um juiz auxiliar para acompanhar de forma exclusiva os processos relacionados ao caso Banco Master dentro da Corte. A medida foi divulgada pelo jornal O Globo e indica que o magistrado já fazia parte da equipe do ministro, tendo sido apenas remanejado internamente para se dedicar às análises do processo.
A reorganização ocorreu logo após André Mendonça assumir a relatoria das ações envolvendo a instituição financeira investigada. De acordo com integrantes do gabinete, a decisão faz parte de um ajuste administrativo interno, sem a necessidade de ampliar o número de assessores ou integrantes da equipe que auxilia o ministro no Supremo Tribunal Federal.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) apuram um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, todos ligados a operações suspeitas dentro do sistema bancário.
Dentro do STF, a redistribuição de tarefas ocorre em meio a um cenário de aumento no volume de processos em tramitação na Corte. Recentemente, o presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, autorizou que alguns ministros realizem ajustes internos nas equipes para lidar com a alta demanda de processos.
Segundo integrantes do tribunal, a designação de um magistrado dedicado ao caso Banco Master busca ampliar a capacidade de análise das petições, recursos e decisões processuais relacionadas às investigações em andamento, consideradas complexas e com grande volume de documentos.
Na quarta-feira (4), o ministro André Mendonça também autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A nova etapa da investigação resultou novamente na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados apontados no inquérito que apura irregularidades no sistema financeiro.
