
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, passou a ser alvo de quatro representações no Conselho de Ética. As iniciativas questionam principalmente sua atuação à frente da Casa e a decisão de não dar andamento aos pedidos de impeachment contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes.
Uma das representações foi apresentada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que acusa Alcolumbre de omissão por não encaminhar os pedidos de impeachment de Moraes. Viana também pediu o afastamento cautelar de Alcolumbre da Presidência do Senado enquanto o caso fosse analisado.
Outra representação foi protocolada pelo cidadão Felipe Santos Burmann. O pedido está registrado oficialmente no Senado como PCE 16/2026 e acusa Alcolumbre de possível quebra de decoro parlamentar. O processo está em tramitação e aguarda a designação dos integrantes que irão analisá-lo.
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A situação não começou agora. Em março, o Partido Novo também havia anunciado uma representação contra Alcolumbre, questionando a condução da Presidência do Senado e a falta de andamento de pedidos de impeachment de ministros do STF, além de outras iniciativas parlamentares. Na época, o Conselho de Ética ainda não estava instalado.
O número de representações aumenta a pressão sobre Alcolumbre justamente em meio à crise entre o Congresso e o Supremo. O presidente do Senado afirma que recebeu 109 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e tem defendido que a análise desses pedidos siga os procedimentos institucionais da Casa.
Apesar das representações, Alcolumbre não está sendo cassado nem afastado neste momento. O Conselho de Ética precisa primeiro analisar a admissibilidade das denúncias. O órgão pode aplicar punições que vão de advertência e censura até perda temporária do exercício do mandato ou perda do mandato, dependendo do caso e do resultado do processo.
O ponto central agora é que as quatro representações colocam a conduta de Alcolumbre sob questionamento formal dentro do Senado. Para que qualquer punição avance, entretanto, será necessário que os processos sejam admitidos e posteriormente analisados pelo Conselho de Ética, seguindo o rito previsto no Senado.
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