
O ministro Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de agir para proteger “determinado grupo político” na condução do caso Banco Master. Segundo Moraes, Mendonça teria feito um levantamento seletivo das investigações, direcionando a atenção para alguns alvos e deixando outros em segundo plano. A acusação aparece em manifestações recentes de Moraes no conflito envolvendo a relatoria do caso.
Moraes afirma que Mendonça teria direcionado investigações principalmente contra ele próprio e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por motivos que classificou como pessoais e políticos. Essas acusações, entretanto, estão sendo contestadas por Mendonça e ainda não representam uma conclusão judicial sobre a existência de favorecimento político.
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A acusação ganha outro elemento quando se recorda a atuação de Moraes como presidente do TSE durante a eleição de 2022. Naquele período, o tribunal determinou diversas vezes a retirada de conteúdos considerados falsos ou ofensivos contra Lula e Jair Bolsonaro. Em julho de 2022, por exemplo, Moraes determinou a remoção de conteúdos que associavam Lula ao PCC e afirmou que a liberdade de expressão não poderia ser usada para divulgar informações falsas.
Em setembro daquele ano, o TSE também confirmou a retirada de conteúdos contra Lula. Na ocasião, Moraes afirmou que a Justiça Eleitoral deveria combater o uso de notícias descontextualizadas para fazer propaganda negativa. O tribunal também tomou decisões contra conteúdos favoráveis ou ligados à campanha de Bolsonaro.
No segundo turno, houve novamente decisões . Em outubro de 2022, o TSE determinou a retirada de propagandas consideradas ofensivas ou desinformativas tanto contra Lula. Em uma dessas decisões, Moraes acompanhou a maioria que determinou a remoção de um vídeo da Brasil Paralelo que, segundo o tribunal, atribuía a Lula fatos de corrupção sem sustentação judicial.
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