
O jornalista Caio Junqueira informou, em reportagem no site da CNN, que o ex-banqueiro está concentrando todas as chances na crise do Supremo Tribunal Federal para obter a liberdade. Por isso, uma nova petição foi protocolada na manhã desta sexta-feira. Confira o texto:
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aposta na crise do STF para sair da prisão. A leitura é que o auge do impasse, neste momento, pode favorecer o pedido.
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Primeiro, porque o adiamento da sessão da próxima semana, que discutiria a relatoria do caso, deixou Vorcaro e as demais questões do Master sem relator permanente definido, com ele preso preventivamente há mais de dez meses.
Isso aparece de forma explícita na petição protocolada na manhã desta sexta-feira, 18, em que se pede a revogação da prisão preventiva.
“Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista. Não restou definida, portanto, autoridade com competência para exercer, com segurança, a revisão a que se refere o parágrafo único do artigo 316 do Código de Processo Penal senão o Presidente, ao qual os autos foram remetidos”, afirma a defesa.
O texto acrescenta que “a paralisação dos feitos não pode paralisar a garantia da liberdade” e que, “se nenhum ato investigatório pode ser praticado enquanto perdurar a suspensão, com maior razão a prisão de quem é investigado não pode permanecer sem o controle periódico que a lei exige, sob pena de o único efeito prático do impasse ser a prorrogação indefinida do cárcere”.
Segundo, porque o placar desta vez pode ser favorável justamente pelo auge da crise. E, sobretudo, por um efeito disso: com Fachin na relatoria do caso Master, um eventual recurso contra a provável recusa ao pedido será julgado pelo plenário.
Como dois ministros já disseram que não votariam — Dias Toffoli e Nunes Marques —, restariam oito votantes. Pela divisão atual da Corte, quatro tenderiam a soltá-lo (Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes) e quatro seriam contrários à liberdade (André Mendonça, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux).
A dúvida é se Moraes, em razão do contrato de R$ 131 milhões do escritório da mulher e das mensagens que Vorcaro lhe enviou durante a vigência do acordo, se declararia impedido ou suspeito.
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