
Aliados preocupados com Jair Bolsonaro afirmam que o ex-presidente voltou a sofrer crises fortes de soluço nas últimas horas, comprometendo sua fala e comunicação em público. O quadro reacendeu temor sobre sua saúde, que já estava sendo monitorada desde a dramática cirurgia abdominal ocorrida em abril e hospitalização recente. A intensidade do soluço tem dificultado até mesmo sua capacidade de discursar e se alimentar normalmente.
A recomendação médica, dada após atendimento de urgência, é de repouso absoluto durante o mês de julho, o que implica suspensão de todas as agendas públicas e partidárias. Mesmo com o cancelamento oficial de compromissos, relatos indicam que Bolsonaro tentou retomar atividades — participando de atos e viagens sem condições saudáveis — o que alarmou ainda mais seus aliados, que já temem retaliação institucional caso ele não respeite os limites físicos impostos.
O ex-presidente já vinha enfrentando vômitos constantes, irritação gástrica e restrições severas à alimentação, fruto de sete cirurgias no sistema digestivo desde o atentado de 2018. Essa reincidência no soluço, desde junho, foi associada à complicações do pós-operatório e a diagnósticos de pneumonia prévia. O desgaste físico representa risco real à sua recuperação plena, conforme análise médica informal divulgada por membros do partido.
A situação reacende críticas sobre a forma como Bolsonaro tem lidado com sua saúde: forçando agenda, ignorando restrições médicas e expondo-se a desgaste físico desnecessário. Para aliados próximos, a insistência em comparecer a eventos políticos representa risco e sinaliza uma desconexão preocupante entre discurso e realidade institucional.