
Em entrevista à CNN Brasil, o advogado Brian Ballard, figura próxima do presidente Donald Trump e que atuou em sua campanha de 2016, deu declarações que escancaram a gravidade da crise diplomática entre EUA e Brasil. Ao comentar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, que entra em vigor em 1º de agosto, Ballard foi direto: Trump não quer ver o Brasil seguir o caminho da Venezuela ou de Cuba, países que se tornaram antagonistas históricos de Washington por suas alianças com ditaduras e regimes hostis.
Segundo Ballard, Trump usa as tarifas como uma ferramenta eficaz de negociação, sempre em benefício do povo americano. Ele lembrou que outros países conseguiram acordos justos porque entenderam a importância de um alinhamento político e econômico transparente com os EUA. “Trump é um negociador duro, mas é justo. O Brasil precisa falar diretamente com ele se quiser evitar um desastre maior”, afirmou.

O advogado também mencionou a carta enviada pela Casa Branca, que relaciona o clima político no Brasil à perseguição contra Jair Bolsonaro. Ballard foi enfático: “Trump é sensível a líderes sendo processados por adversários políticos que chegam ao poder depois. Ele acredita que isso está acontecendo no Brasil e vai usar a força da economia americana para ajustar esse resultado”.
Para o jurista, as tarifas não são apenas sobre comércio, mas também uma resposta ao alinhamento do governo Lula com regimes como China, Rússia, Irã e Venezuela, além do discurso hostil contra o dólar. A mensagem é clara: os EUA não vão tolerar um Brasil que flerta com ditaduras narcoterroristas e tenta desestabilizar a economia americana.
A declaração de Ballard deixa o governo Lula ainda mais encurralado. Enquanto Trump demonstra abertura para negociar, desde que haja mudança de postura política, o Brasil segue isolado, sem diálogo direto com Washington e caminhando perigosamente para um cenário de sanções ainda mais severas, que podem mergulhar a economia nacional em uma crise sem precedentes.