
O governo dos Estados Unidos declarou à Folha de S. Paulo que o Brasil não apresentou ofertas significativas nem demonstrou engajamento real nas negociações para evitar a tarifa de 50% anunciada por Donald Trump. A avaliação de autoridades da Casa Branca indica que, até o momento, não foram feitas contrapropostas efetivas para alterar o pacote tarifário.
Embora o Brasil apele por negociação, o governo Lula argumenta que as tratativas formais estão paralisadas à espera de uma sinalização americana. Segundo fontes oficiais, foram enviadas cartas com propostas ainda quando as tarifas eram de 10%, porém a Casa Branca mantém que essas ofertas não foram relevantes.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentou contato com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e recebeu como resposta que a negociação está sob responsabilidade da Casa Branca. Já o vice‑presidente Geraldo Alckmin conversou com o secretário de Comércio, e reafirmou a disposição de negociar, mas sem retorno oficial.
O governo brasileiro insiste que não fará concessões envolvendo conteúdo político, em especial a carta enviada por Trump com menção à “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Essa postura teria sido determinante para travar o diálogo e manter o impasse comercial.
Segundo a Gazeta do Povo e Money Times, os negociadores dos EUA enxergam falta de empenho brasileiro e, por isso, consideram a negociação estagnada — com risco real de que o tarifaço seja implementado conforme o calendário de 1º de agosto, sem remissão.