
Durante uma conversa informal com aliados, o presidente Lula fez uma declaração que caiu como uma bomba nos bastidores do Planalto. Em tom irônico, o petista afirmou que “ninguém quer conversar com o Alckmin“, numa referência direta ao vice-presidente da República. A frase, dita diante de assessores próximos, gerou desconforto entre membros do governo e alimentou rumores de um crescente isolamento de Geraldo Alckmin dentro da gestão petista. O comentário revela tensões internas cada vez mais evidentes no núcleo do poder.
Alckmin, que já vinha sendo colocado de lado nas principais decisões econômicas e políticas, agora enfrenta uma espécie de esvaziamento institucional. Interlocutores apontam que o vice não é chamado para reuniões estratégicas e tem sido ignorado por líderes partidários até mesmo em eventos públicos. Para muitos, Lula está tentando se livrar do ex-tucano aos poucos, deixando claro que ele foi apenas uma peça de conveniência eleitoral em 2022. O mal-estar entre os dois é visível e já não se esconde nos corredores do governo.
A situação se agravou após episódios em que Alckmin tentou mediar diálogos com setores empresariais e acabou sendo ignorado. Lula, segundo relatos, teria dito que “se Alckmin não serve para articulação, serve para quê?”. Essa desvalorização pública do vice é um retrato fiel da falta de sintonia entre os dois. Enquanto o petista insiste em um discurso ideológico, Alckmin busca manter uma imagem moderada — o que não agrada à ala mais radical do governo. O clima é de desconfiança e distanciamento.
Nos bastidores do Congresso, parlamentares já comentam que Alckmin está sendo “cozido em banho-maria” até ser descartado por completo. A base aliada evita se posicionar, mas o silêncio é ensurdecedor. A declaração de Lula expõe o racha interno de um governo que tenta vender unidade, mas vive uma guerra de egos e interesses. Para a oposição, é a prova de que o governo está desorganizado e cheio de contradições internas. A dúvida que fica é: quanto tempo Alckmin suportará esse papel de figurante?
O vice-presidente Geraldo Alckmin foi escolhido pelo Palácio do Planalto para liderar a comitiva brasileira em Teerã durante a posse do novo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Durante o evento, Alckmin foi fotografado ao lado de lideranças de alguns dos mais notórios grupos terroristas do Oriente Médio.
Na cerimônia de posse, Alckmin foi visto ao lado de Mohammed Abdulsalam, porta-voz dos Houthi; Ziyad Al-Nakhalah, líder da Jihad Islâmica; Naim Assem, vice-líder do Hezbollah; e Ismail Haniyeh, líder do Hamas, que foi eliminado em um ataque atribuído a Israel poucas horas após o evento. Estes grupos são conhecidos por receber financiamento do Irã e têm realizado diversos ataques contra Israel.
