Nos bastidores de Brasília, cresce a articulação para manter o veto presidencial ao projeto que aumenta o número de cadeiras de deputados por estado. A medida tem impacto direto no poder político de Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), que costuraram acordos com partidos de esquerda e até setores da oposição para aprovar a proposta.

Caso o veto seja mantido, estados como Amapá, Pernambuco e Rio de Janeiro — redutos estratégicos desses caciques do Congresso — seriam prejudicados com a perda de representatividade. Isso fragilizaria diretamente a base de apoio dos presidentes das duas Casas Legislativas nos próximos anos.

O mais curioso é que, apesar do apoio costurado com o PL, Hugo Motta vem ignorando as pautas da oposição. O motivo? O medo de investigações envolvendo parentes, o que o mantém refém das vontades do STF e do governo Lula. A estratégia do PL, portanto, é clara: manter o veto e expor a hipocrisia dos presidentes do Congresso.

Esse gesto seria um recado direto: nada andará mais até que a anistia aos perseguidos políticos seja votada em plenário. A manutenção do veto enfraquece os caciques do Centrão e pressiona o Legislativo a agir com coerência, devolvendo à oposição a força que Motta e Alcolumbre tentaram silenciar em nome de conveniências pessoais.

By Jornal da Direita Online

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