
Nesta segunda-feira (21), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, fugiu de qualquer comentário direto sobre o cancelamento dos vistos americanos de ministros da Corte e do procurador-geral Paulo Gonet. A decisão partiu do governo Donald Trump, em reação à escalada autoritária e à perseguição contra opositores no Brasil.
Barroso participou de um evento da OAB no Ceará, mas preferiu o silêncio diante da pergunta sobre as sanções impostas por Washington. Limitou-se a dizer que trata o tema com “muita importância e seriedade”, mas que “ainda não é hora de comentá-lo” — o que escancarou o desconforto com a repercussão internacional.
Ao lado de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e outros ministros, Barroso está no centro das críticas feitas por aliados de Bolsonaro e por autoridades americanas. As ações autoritárias, como tornozeleira eletrônica, censura a redes sociais e proibição de contato familiar, chocaram o mundo e abriram uma crise diplomática com os Estados Unidos.
Enquanto o Judiciário brasileiro diz estar apenas “cumprindo seu papel”, a verdade é que os atos arbitrários começam a cobrar um preço alto — e Barroso já demonstra que o cerco internacional está funcionando. A pergunta que fica é: quanto tempo mais vão conseguir se esconder atrás do silêncio?