
Em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o subsecretário de Estado americano, Darren Beattie, lançou nesta terça-feira (15) uma crítica feroz contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo de Lula. Em postagem oficial no X (ex-Twitter), Beattie chamou a Corte brasileira de “Supremo Tribunal de Moraes“, numa clara acusação de autoritarismo e aparelhamento do Judiciário.
Beattie, que atua ao lado do secretário Marco Rubio no Departamento de Estado, foi direto ao ponto: afirmou que os EUA vão continuar “monitorando de perto” os abusos cometidos no Brasil. Segundo ele, a tarifa de 50% imposta por Donald Trump no último dia 9 é uma reação legítima aos ataques contra Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio bilateral. Para os EUA, o Brasil petista se afastou das tradições democráticas.
A embaixada americana no Brasil endossou a publicação, traduzindo e replicando a mensagem em sua página oficial. No texto, Beattie afirmou que os ataques ao ex-presidente Bolsonaro são uma “vergonha” e que os EUA não pretendem assistir calados à violação sistemática das liberdades no Brasil. O tom é duro, direto e reforça a posição clara do governo Trump contra o autoritarismo judiciário no país.
A declaração caiu como uma bomba justamente no dia em que a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Bolsonaro, atribuindo ao ex-presidente crimes absurdos como “golpe de Estado” e “organização criminosa”. Para muitos, trata-se de uma ofensiva judicial sem provas, com o objetivo de calar o principal nome da oposição e inviabilizá-lo para 2026.
Com essa nova manifestação dos EUA, a crise entre os governos Lula e Trump se intensifica, e o STF entra definitivamente no radar internacional. O Brasil, mais uma vez, é exposto negativamente no exterior por flertar com a censura, abusar do poder e ignorar as garantias fundamentais. O alerta está dado: o mundo está observando — e agora, agindo.