
A revista Veja informou que a defesa de Daniel Vorcaro confirmou que a voz no áudio sobre Lula é do banqueiro.
Diante das especulações levantadas por aliados do presidente Lula sobre o áudio em que Vorcaro menciona pagamentos de propina ao Instituto Lula e ao filme do presidente, o advogado Daniel Bialski, que o defende nas investigações do caso Master no STF, confirmou nesta terça-feira ao Radar a fala do cliente.
“A voz realmente é dele nos áudios, porém não sei quando e em quais circunstâncias isso foi gravado”, afirmou Bialski.
O advogado, que assumiu a defesa do banqueiro para elaborar uma nova proposta de delação, ressaltou que somente o cliente poderá, futuramente, confirmar ou não o teor dos fatos relatados na gravação divulgada pela Veja.
Em nota enviada exclusivamente ao Radar, Bialski declarou:
“Robson, boa tarde. Você não falou comigo antes, mas o que posso dizer é o que passei para todos os demais jornalistas. Eu não era advogado do Daniel na época das tratativas de colaboração e, por isso, não sei sobre esse anexo. Ainda, afirmo que ele não prestou nenhum depoimento para a Polícia Federal ou qualquer outro órgão sobre isso. Para mim, ele nunca fez alusão a esse tema. A voz realmente é dele em um dos áudios, porém não saberia dizer quando e em quais circunstâncias isso foi gravado. Só o cliente, futuramente, poderá confirmar ou não o teor dos fatos.”
Sobre o texto de Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho voltou a ser lembrado nos últimos dias, em um momento em que Lula enfrenta forte rejeição popular e caminha para uma possível derrota eleitoral para o senador Flávio Bolsonaro.
Em 2016, Olavo previu:
“Quando Lula perceber que a rejeição popular veio para ficar e é totalmente irremediável, sua psicopatia regredirá para doença mental pura e simples, e ele se tornará fraco, inofensivo e incapaz de defender-se. Será um espetáculo deprimente, mas curativo. O homem que vive da própria imagem projetada não suporta o isolamento, o confronto solitário com a própria miséria. Isolem-no, e ele ruirá como um castelo de areia.”
Estamos prestes a testemunhar se essa previsão se confirma.
Sobre o artigo de Elio Gaspari
O jornalista e escritor Elio Gaspari, considerado imparcial em suas análises publicadas em O Globo — sem alinhamento explícito à esquerda ou à direita —, avaliou neste domingo (11) a primeira semana de campanha do segundo turno. Sua conclusão é que a situação de Lula piorou.
A primeira pesquisa Datafolha mostrou Flávio Bolsonaro à frente com 52% contra 48% de Lula nos votos válidos. As notícias são desfavoráveis a Lula: Flávio ampliou seu capital em mais de um milhão de votos; eleitores da terceira via migraram mais para Flávio; e cerca de nove milhões de votos que foram para Lula em 2022 estão agora com Flávio em 2026.
A principal dificuldade de Lula continua sendo a rejeição: 46% dos entrevistados o rejeitam. Desde o início de seu governo, a avaliação negativa se mantém na faixa dos 40%, e há anos não ultrapassa 50% de aprovação.
Lula reagiu com a proposta da escala 5×2 (benefício futuro) e o fim das apostas (benefício tardio). O resultado foi o que se viu.
Os 21 dias entre o primeiro e o segundo turno são um período de ajustes e promessas, mas o que mais os enriquece são os debates cara a cara. Havia quatro previstos. O da Record, marcado para este domingo (11), foi cancelado. Para quinta-feira está previsto o do SBT; dia 18 será o da Band; e no dia 23, dois dias antes do pleito, o debate será na Globo.
Jamais se saberá se a ausência de Lula nos debates do primeiro turno foi uma boa ideia.
Explicação simples
Desde o domingo passado surgiram várias explicações para o resultado do primeiro turno. Vale repetir a análise de Heitor Ferreira, secretário particular do presidente Ernesto Geisel, sobre a vitória da oposição que elegeu 16 senadores: “O MDB ganhou porque os eleitores foram às urnas, cada um depositou uma cédula. Quando essas cédulas foram contadas, havia mais votos para os candidatos do MDB.”
O “bode” Sidônio
Há meses, Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social, é apontado como responsável pelo “problema de comunicação do governo”. Colocando as coisas no lugar: nos êxitos e nas derrotas, o maestro da comunicação é Lula, e seu problema nesta campanha foi insistir em um discurso antigo.
Há poucos meses, ele foi a Fortaleza inaugurar uma etapa do campus avançado do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), obra meritória de seu governo. Falou de tudo, menos de tecnologia. O ITA gerou a Embraer, que acabava de montar o primeiro caça Gripen em parceria com a sueca Saab. O caça fez seu primeiro voo na semana passada.
Diferenças
Enquanto o PT passou a semana lavando roupa suja de anos, Flávio Bolsonaro percorreu o Brasil costurando alianças — de Augusto Cury a uma fatia do MDB.
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