
O Conselho Superior do Ministério Público Federal impôs uma gigantesca derrota ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O órgão abriu procedimento para apurar menções à PGR nas mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Ironicamente, Gonet preside o conselho. Por isso, o pedido, protocolado pelo Partido Novo, foi direcionado ao vice-presidente, o procurador Nicolao Dino, que, por sinal, é o irmão mais velho do ministro do STF Flávio Dino. O caso foi distribuído ao conselheiro Francisco de Assis Sanseverino, que atua como relator, e tramita sob sigilo.
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Numa das mensagens, Vorcaro diz o seguinte:
“É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco.”
Em seguida, envia nomes de procuradores, agentes da PF e delegados.
O detalhe mais grave, segundo o relatório da PF: um advogado intermediário enviou mensagens que teriam sido escritas pelo próprio Gonet ao banqueiro, incluindo “já com saudade de você”. O mesmo relatório aponta que Vorcaro levou o filho de Gonet a Londres.
Os deputados do Novo pedem que um subprocurador-geral independente conduza a apuração do caso Master que envolve o próprio PGR. Gonet tem prazo de 10 dias para se manifestar, podendo ser convocado depois para oitiva.
No mesmo dia, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Gonet, Mendonça, Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre os fatos revelados.
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