
A postura antiamericana adotada recentemente por Lula e seu governo é mais um exemplo da seletividade petista e da estratégia de fortalecer aliados ideológicos e de priorizar a própria imagem acima de qualquer coisa.
A seletividade fica muito clara diante da mudança brusca de posicionamento em relação aos EUA com a troca de governo entre Biden e Trump. Bastou os democratas passarem o bastão para os republicanos para que, repentinamente, a gestão petista passasse a criticar, por exemplo, as deportações em massa, algo que também era praticado na mesma proporção pelo governo Biden, mas Lula e seus ministros simplesmente optavam pelo silêncio.
- Conselho de Ética aprova parecer e Erika Hilton pode perder mandato por quebra de decoro
- Com um simples gesto, Flávio dá lição em Moraes após decisão contra jornalista (veja o vídeo)
- Hacker algoz de Bolsonaro é proibido por Moraes de trabalhar em empresa de marketing
- Vaza uma nova e inesperada ligação de Lulinha
- Moraes toma nova decisão sobre Débora do Batom
O fato de os EUA terem hoje um governo não democrata e, acima de tudo, liderado por uma figura polêmica como Trump representa a oportunidade de ouro para que a esquerda brasileira, especialista em rótulos e narrativas, tenha o inimigo perfeito para manipular o eleitorado.
Quanto ao fortalecimento de aliados, é uma questão que precisa ser analisada pela perspectiva da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China. Enquanto os dois gigantes medem forças para garantir domínio sobre setores estratégicos, o Brasil, como parceiro comercial de ambos, se torna ferramenta estratégica no jogo para fortalecer ou enfraquecer um dos lados. Nesse sentido, Lula, como admirador e aliado do Partido Comunista Chinês, coloca nosso país no colo do regime de Xi Jinping, reproduzindo discursos anti-dólar, tensionando a relação com os EUA através de ataques em seus discursos, etc.
Mas o principal fator, na minha visão, ainda é a priorização da própria imagem. A relação estremecida com os EUA e principalmente as sobretaxas impostas pelo governo Trump a determinados produtos brasileiros são a “muleta” perfeita para Lula em ano eleitoral.
Ao longo desses 3 anos e meio o petista fez de tudo para, através da interferência política no IBGE com Márcio Pochmann na presidência do instituto e também de sua aliança com a diretoria da FAO (responsável pelo Mapa da Fome), mascarar o caos criado pela sua política populista, mas os dados oficiais não têm impedido que o cidadão sinta no bolso a realidade de ir ao supermercado e não conseguir comprar metade do que comprava poucos anos atrás com o mesmo valor.
Tal qual fez Dilma em meados de 2015, Lula conseguiu colocar novamente o Brasil em uma crise econômica sem precedentes mesmo sem ter um grande fator externo e alheio ao seu controle, como uma pandemia. No entanto, as tarifas extras dos EUA caíram como uma luva para o discurso petista.
A ausência de relação entre a crise brasileira e as tarifas dos EUA é óbvia para quem acompanha os fatos com um olhar técnico, mas para o eleitorado leigo, que representa um grande percentual da população, isso não é tão óbvio assim e a narrativa de Lula do “grande culpado” pode acabar colando.
Siga nossas redes sociais e fique por dentro das principais notícias, análises e conteúdos exclusivos.
