
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) procurou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) nesta quarta-feira (5) para tratar da denúncia de estupro de vulnerável apresentada contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista alegou que sua atuação limitou-se ao encaminhamento da denúncia às autoridades competentes, sem intenção de transformar o caso em disputa política.
– O que eu fiz foi motivado por uma denúncia e agora cabe à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal apurar os fatos. Não vou ficar explorando isso politicamente – afirmou.
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A conversa foi relatada por Sóstenes à CNN. Na visão do líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Lindbergh o procurou após o anúncio de Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro para propor uma espécie de “pacificação”.
Segundo Sóstenes, o petista teria pedido que ele intermediasse uma conversa com Alfredo Gaspar e informado que pretendia divulgar uma nota pública como demonstração de boa-fé, o que poderia abrir caminho para a retirada das ações judiciais movidas contra ele.
Ainda conforme Sóstenes, Lindbergh reconheceu que classificou Gaspar como estuprador com base em informações repassadas por uma jornalista, que posteriormente não teria apresentado provas para sustentar a acusação.
– Ele me disse que possuía apenas informações superficiais e que levou isso à Polícia Federal. E que depois, quando foi buscar as provas, a jornalista não apresentou nenhuma prova contra o Gaspar – disse o deputado do PL.
Sóstenes afirmou ainda que a nota chegou a ser elaborada, mas não foi divulgada, porque o conteúdo não agradou a Alfredo Gaspar. Lindbergh nega que tenha buscado qualquer retratação e sustenta que apenas cumpriu sua obrigação ao encaminhar a denúncia recebida às autoridades.
– Vou me retratar do quê? Recebi uma denúncia e a encaminhei. Isso é meu dever – declarou.
As acusações contra Alfredo Gaspar ganharam repercussão durante a fase final da CPI do INSS, em março, quando ele apresentou um relatório com 216 pedidos de indiciamento e defendeu a inclusão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entre os investigados.
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