
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deverá permanecer em prisão domiciliar por mais tempo. Um novo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta piora em seu quadro de saúde, e a expectativa entre ministros é de que o relator, Alexandre de Moraes, prorrogue a medida humanitária.
O documento, enviado nesta semana pela equipe médica que acompanha Bolsonaro, informa que os episódios recorrentes de soluço se intensificaram nos últimos dias. Segundo os médicos, foi necessário o uso de doses elevadas de medicamentos, chegando ao “limite terapêutico de segurança”.
- Levantamento aponta que o crime avança em estados governados pelo PT (veja o vídeo)
- Valdemar acaba com polêmica dentro do PL e deixa o caminho livre para Rony Gabriel
- Moraes dá 5 dias à PF sobre investigação contra Bolsonaro envolvendo “canibalismo”
- Em escancarada “intimidade”, Lula convida Moraes para “tomar um café” e áudio vaza
- Vaza reação de ministros do TSE sobre interferência de Moraes sobre IA de Bolsonaro
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, quando o STF autorizou a substituição do regime fechado por razões humanitárias. A medida inicial foi concedida por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica.
Na época, ele estava internado para tratar uma broncopneumonia. Em maio, foi submetido a uma cirurgia no ombro direito, dando continuidade ao tratamento de complicações acumuladas.
Além do agravamento dos soluços, o relatório indica que Bolsonaro continuará sendo submetido a exames especializados, incluindo uma endoscopia digestiva para avaliar o esfíncter esofágico inferior e verificar possível esofagite crônica.
O documento também registra sintomas como fadiga, cansaço em esforços moderados e instabilidade no equilíbrio corporal, o que, na avaliação médica, justifica a manutenção dos cuidados.
O prazo inicial de 90 dias termina em 25 de junho. Diante do novo boletim clínico, a tendência é que a prisão domiciliar seja prorrogada.
