
Segundo a colunista Bela Megale, integrantes do governo Lula avaliam que o grupo de magistrados alinhado a Alexandre de Moraes no STF teria feito “um presente” a Flávio Bolsonaro no julgamento desta terça-feira, 15.
Escreve a jornalista:
O objetivo da sessão era decidir se Moraes deveria ser investigado pelas mensagens de Daniel Vorcaro, mas o debate se concentrou na análise conjunta do pedido de apuração contra André Mendonça.
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Ministros do Executivo consideram que Flávio Dino e o decano Gilmar Mendes teriam reforçado o discurso da oposição pela forma como se portaram na sessão.
O que mais irritou integrantes do governo foi o confronto — sobretudo de Dino — com o presidente do STF, Edson Fachin, alvo de interrupções do colega. Dino pediu vista, o que pode interromper o exame por até 90 dias.
A atuação de Cristiano Zanin, também indicado por Lula, foi vista como mais adequada. Mesmo votando com o bloco de Moraes, Zanin teria adotado tom mais contido, na avaliação de integrantes do Executivo. Essa postura foi considerada relevante porque os indicados do presidente estão mais associados a Lula e podem ser usados por Flávio Bolsonaro para desgastar o governo, segundo ministros próximos ao Planalto.
Para o governo, o cenário preferível seria o avanço da investigação contra Moraes no STF. A leitura é que, se isso tivesse ocorrido, o presidente se afastaria com mais facilidade da figura de Alexandre de Moraes, vista como “tóxica” por aliados. A estratégia já estava desenhada: Lula se pronunciaria publicamente a favor das apurações. Uma parcela do governo ainda defende que o presidente siga esse caminho, mesmo sem a investigação contra Moraes ter avançado.
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