
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) invocou a imunidade parlamentar e pediu o arquivamento da queixa-crime por calúnia apresentada contra ela pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Gaspar acusa Soraya de caluniá-lo após a senadora insinuar, durante coletiva de imprensa na CPMI do INSS, que ele teria estuprado uma adolescente. Ela ainda afirmou que a suposta vítima teria engravidado e que a avó da jovem teria sido registrada como mãe da criança — uma deslavada e inaceitável mentira.
Em sua defesa, Soraya alega que a acusação está protegida pela imunidade parlamentar, por se tratar de exercício de sua função de fiscalização como senadora, “que envolve também a conduta de encaminhar notícias de fato à polícia judiciária nos casos de indícios de infração penal”.
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Ela argumenta ainda que a entrevista foi concedida dentro das dependências do Senado, o que daria caráter “absoluto” à imunidade parlamentar.
“A entrevista pública objeto de irresignação foi dada pelos parlamentares querelados, dentro das dependências do Parlamento, no contexto político de questionamentos aos atos da CPMI do INSS em que o querelante figurava como relator”, completou.
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